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A
segunda ronda da Taça de Portugal de
Clássicos (Circuitos) realizou-se no passado
fim-de-semana no Autódromo Internacional do
Algarve, levando até ao sol de Portimão os
muitos carros que compõem o pelotão
nacional. E no fim das duas provas, realizadas
sobre muito calor, Álvaro Figueira e Joaquim
Jorge sagraram-se campeões da prova que, para
o ano, promete voltar a incluir o Circuito da
Boavista no calendário.
Uma
das ausências mais notadas da jornada da Taça
de Portugal de Clássicos realizada no
circuito citadino de Vila Real foi a de Carlos
Filipe Santos. O mesmo não se pode dizer da
sua presença no Algarve, no mínimo
arrebatadora, tal a vantagem que começou por
evidenciar logo nos primeiros treinos. E foi
sem surpresa que “Cafi” Santos conquistou,
ao volante do seu Porsche 911 RSR, a pole para
a corrida de Sábado. Luís Barros e
Ribeirinho Soares, outro dos regressos,
ficaram com a segunda e terceira posições
respectivamente.
Na
primeira corrida do fim-de-semana a discussão
pelo primeiro lugar depressa tomou o rumo dos
homens da Porsche, com Luís Barros a seguir
atentamente mais atrás. E foi com alguma
surpresa que o piloto do Escort viu a desistência
de Cafi Santos, deixando a corrida à mercê
do Porsche 930 Turbo de Ribeirinho Soares.
Mais atrás Joaquim Jorge e Rui Alves davam
espectáculo, trocando várias vezes de posição
até que Alves assumiu definitivamente o
terceiro posto, com uma margem de apenas 86
milésimos.
Depois
de todos os problemas mecânicos resolvidos de
véspera, Cafi Santos apresentou-se para a
corrida de Domingo com redobradas esperanças.
E se bem pensou melhor o fez, vingando com uma
vitória a perda do dia anterior. Mas as atenções
estavam todas centradas nos homens que ainda
podiam levar a taça para casa, e Joaquim
Jorge e Luís Barros não desiludiram,
obrigando os comissários a várias contas,
que sagrariam JJ campeão.
Enquanto
isso Rui Alves alcançava o segundo posto,
enquanto que Kiko Mora resistia a José Luis
Moura para ocupar o lugar mais baixo do pódio.
Kiko Mora conseguiu capitalizar com a sua boa
estratégia de corrida, superiorizando-se face
à concorrência dos Ford Escort, mas também
à do muito calor que se fez sentir em Portimão,
para conquistar os pontos suficientes que lhe
permitiram sagrar-se vencedor da sua
categoria.
Contas
feitas à classificação geral, na classificação
por categorias a Taça de Portugal de Clássicos
(Circuitos) terminou da seguinte forma: na
Categoria 1 – Clássicos 71 o grande
vencedor foi Pedro Fins, que conseguiu
superiorizar-se ao volante do seu Lotus Elan
face ao BMW CS2800 de Domingos Coutinho, e em
terceiro ficou Sérgio Soares. Uma das
categorias mais competitivas, a Categoria 2
– Clássicos 75, brindou o esforço de Luís
Barros, que bateu por um ponto apenas Joaquim
Jorge e Rui Alves, todos em Ford Escort.
Na
Categoria 3 – Clássicos 81 os esforços de
Manuel Neto e José Moura não foram
suficientes para destronar Kiko Mora da
liderança, com o homem da Porsche a
capitalizar com a estratégia conservadora de
corrida tanto em Vila Real como em Portimão.
Reservada aos carros com um nível superior de
preparação, a Categoria 4 foi vencida pelo
regressado Alexandre Guimarães, que
aproveitou da melhor forma as boas provas
efectuadas ao volante do seu Lotus Elan para
pontuar mais que João Mira Gomes, em Lotus
Seven, e Jorge Guimarães, em Volvo.
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À
chegada ao Autódromo Internacional do Algarve
os homens da Toyota sabiam que esta era uma
prova à sua medida. Contando com um conjunto
competitivo e bem treinado, os homens dos
Starlet depressa se deram a mostrar à concorrência,
com João Ramos a conquistar, com 1,7 segundos
de margem, a primeira posição da grelha de
partida, sendo seguido por Álvaro Figueira e
Miguel Ferreira. Era um prenúncio do que
viria a acontecer em corrida.
E
não tivesse sido o azar bater à porta de Álvaro
Figueira, os primeiros lugares do pódio
poderiam ter sido Toyota. Na primeira prova,
João Ramos levou a melhor sobre Carlos Abreu,
que herdou o segundo lugar de Figueira, sendo
seguido pelo Alfa Romeo Sprint de Alexandre
Beirão. Mais atrás José Filipe Nogueira, em
Mini 1275 GT, vencia a batalha com Jorge Lima
Lobo, em Datsun 1200 e António Paquete, em MG
Midget.
Na
segunda corrida, realizada no Domingo, João
Ramos começava por liderar, enquanto que
Figueira partia do fundo da curta grelha para
depressa se chegar à frente. E com a desistência
de Ramos à quarta volta, o outro piloto do
Starlet terminava em primeiro e com isso
recolhia pontos suficientes para se sagrar
Campeão da Taça de Portugal, dando o título
à marca japonesa 26 anos depois desta o ter
conquistado.
A
classificação final da Taça de Portugal de
Clássicos (Circuitos) 1300 ficou ordenada da
seguinte forma: a Categoria 1 – Clássicos
71 foi vencida por José Filipe Nogueira, em
Mini 1275 GT, com Tiago Brandão a levar o seu
Datsun 1200 ao segundo lugar. Em terceiro
ficou António Paquete, em MG Midget. Na
Categoria 2 – Clássicos 75, Rui Azevedo
empatou na primeira posição com José Fafiães,
enquanto que em terceiro ficou Renata Parente,
a única representante feminina da prova.
A
Categoria 3 – Clássicos 81, reservada aos
carros mais modernos do pelotão, foi vencida
por Álvaro Figueira, em Toyota Starlet,
seguindo-se a dupla da Alfa Romeo, Carlos
Abreu e Alexandre Guimarães.
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