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CIRCUITO DO ALGARVE 02/04 JULHO

Joaquim Jorge vence na festa dos Porsche

A segunda ronda da Taça de Portugal de Clássicos (Circuitos) realizou-se no passado fim-de-semana no Autódromo Internacional do Algarve, levando até ao sol de Portimão os muitos carros que compõem o pelotão nacional. E no fim das duas provas, realizadas sobre muito calor, Álvaro Figueira e Joaquim Jorge sagraram-se campeões da prova que, para o ano, promete voltar a incluir o Circuito da Boavista no calendário.

Uma das ausências mais notadas da jornada da Taça de Portugal de Clássicos realizada no circuito citadino de Vila Real foi a de Carlos Filipe Santos. O mesmo não se pode dizer da sua presença no Algarve, no mínimo arrebatadora, tal a vantagem que começou por evidenciar logo nos primeiros treinos. E foi sem surpresa que “Cafi” Santos conquistou, ao volante do seu Porsche 911 RSR, a pole para a corrida de Sábado. Luís Barros e Ribeirinho Soares, outro dos regressos, ficaram com a segunda e terceira posições respectivamente.

Na primeira corrida do fim-de-semana a discussão pelo primeiro lugar depressa tomou o rumo dos homens da Porsche, com Luís Barros a seguir atentamente mais atrás. E foi com alguma surpresa que o piloto do Escort viu a desistência de Cafi Santos, deixando a corrida à mercê do Porsche 930 Turbo de Ribeirinho Soares. Mais atrás Joaquim Jorge e Rui Alves davam espectáculo, trocando várias vezes de posição até que Alves assumiu definitivamente o terceiro posto, com uma margem de apenas 86 milésimos.

Depois de todos os problemas mecânicos resolvidos de véspera, Cafi Santos apresentou-se para a corrida de Domingo com redobradas esperanças. E se bem pensou melhor o fez, vingando com uma vitória a perda do dia anterior. Mas as atenções estavam todas centradas nos homens que ainda podiam levar a taça para casa, e Joaquim Jorge e Luís Barros não desiludiram, obrigando os comissários a várias contas, que sagrariam JJ campeão.

Enquanto isso Rui Alves alcançava o segundo posto, enquanto que Kiko Mora resistia a José Luis Moura para ocupar o lugar mais baixo do pódio. Kiko Mora conseguiu capitalizar com a sua boa estratégia de corrida, superiorizando-se face à concorrência dos Ford Escort, mas também à do muito calor que se fez sentir em Portimão, para conquistar os pontos suficientes que lhe permitiram sagrar-se vencedor da sua categoria.

Contas feitas à classificação geral, na classificação por categorias a Taça de Portugal de Clássicos (Circuitos) terminou da seguinte forma: na Categoria 1 – Clássicos 71 o grande vencedor foi Pedro Fins, que conseguiu superiorizar-se ao volante do seu Lotus Elan face ao BMW CS2800 de Domingos Coutinho, e em terceiro ficou Sérgio Soares. Uma das categorias mais competitivas, a Categoria 2 – Clássicos 75, brindou o esforço de Luís Barros, que bateu por um ponto apenas Joaquim Jorge e Rui Alves, todos em Ford Escort.

Na Categoria 3 – Clássicos 81 os esforços de Manuel Neto e José Moura não foram suficientes para destronar Kiko Mora da liderança, com o homem da Porsche a capitalizar com a estratégia conservadora de corrida tanto em Vila Real como em Portimão. Reservada aos carros com um nível superior de preparação, a Categoria 4 foi vencida pelo regressado Alexandre Guimarães, que aproveitou da melhor forma as boas provas efectuadas ao volante do seu Lotus Elan para pontuar mais que João Mira Gomes, em Lotus Seven, e Jorge Guimarães, em Volvo.

Álvaro Figueira leva Toyota a vitória histórica

À chegada ao Autódromo Internacional do Algarve os homens da Toyota sabiam que esta era uma prova à sua medida. Contando com um conjunto competitivo e bem treinado, os homens dos Starlet depressa se deram a mostrar à concorrência, com João Ramos a conquistar, com 1,7 segundos de margem, a primeira posição da grelha de partida, sendo seguido por Álvaro Figueira e Miguel Ferreira. Era um prenúncio do que viria a acontecer em corrida.

E não tivesse sido o azar bater à porta de Álvaro Figueira, os primeiros lugares do pódio poderiam ter sido Toyota. Na primeira prova, João Ramos levou a melhor sobre Carlos Abreu, que herdou o segundo lugar de Figueira, sendo seguido pelo Alfa Romeo Sprint de Alexandre Beirão. Mais atrás José Filipe Nogueira, em Mini 1275 GT, vencia a batalha com Jorge Lima Lobo, em Datsun 1200 e António Paquete, em MG Midget.

Na segunda corrida, realizada no Domingo, João Ramos começava por liderar, enquanto que Figueira partia do fundo da curta grelha para depressa se chegar à frente. E com a desistência de Ramos à quarta volta, o outro piloto do Starlet terminava em primeiro e com isso recolhia pontos suficientes para se sagrar Campeão da Taça de Portugal, dando o título à marca japonesa 26 anos depois desta o ter conquistado.

A classificação final da Taça de Portugal de Clássicos (Circuitos) 1300 ficou ordenada da seguinte forma: a Categoria 1 – Clássicos 71 foi vencida por José Filipe Nogueira, em Mini 1275 GT, com Tiago Brandão a levar o seu Datsun 1200 ao segundo lugar. Em terceiro ficou António Paquete, em MG Midget. Na Categoria 2 – Clássicos 75, Rui Azevedo empatou na primeira posição com José Fafiães, enquanto que em terceiro ficou Renata Parente, a única representante feminina da prova.

A Categoria 3 – Clássicos 81, reservada aos carros mais modernos do pelotão, foi vencida por Álvaro Figueira, em Toyota Starlet, seguindo-se a dupla da Alfa Romeo, Carlos Abreu e Alexandre Guimarães.

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